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Nosso workshop de Modelagem Ágil e DDD - Maio de 2008

No final de semana passado (16 e 17 de Maio de 2008), nós da Fratech (Felipe Rodrigues e Eu), ministramos nas dependências da faculdade Anhembi Morumbi em São Paulo(SP), o workshop de Modelagem Ágil e DDD (Domain-Driven Design).

Esse evento, nos deixou muito contentes, pois conforme alguns comentários (http://vp.blog.br/2008/05/17/workshop-modelagem-agil-ddd-em-sampa-day-1/ e http://www.brunocarvalho.com/category/eventos/ ) o workshop teve uma ótima avaliação pelos participantes.

Outro ponto importante, foi o nível dessa turma, pois o alunos já tinham muita experiência com projetos de software em importantes empresas como Globo.com, TOTVS, Imagem, IBM e Petrobrás, por isso, as atividades práticas fluíram de forma divertida e com um excelente nível de participação nos debates de idéias, fazendo com que o evento, tivesse um bom aproveitamento e grande contribuição para a construção mútua de conhecimento.

Por isso, nós da Fratech, estamos muito felizes, pois semelhante aos workshops do JavaBrasil (Em Campinas-SP) e da UNIVEL (Cascavél-PR), tivemos uma grande procura por esse evento, inclusive, já temos um número significativo de pessoas inscritas para a próxima turma que será realizada nos dias 13 e 14 de Junho de 2008, portanto, se estiver interessado em aprender a planejar, modelar e desenvolver software de forma produtiva e elegante, veja mais informações em: http://www.fratech.net/

Foto do evento:

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Porque ir à um workshop da Fratech?

A Fratech mais uma vez inova em seus serviços e traz para São Paulo o workshop Modelagem Ágil e Domain Driven Design. O objetivo é disseminar o conhecimento das boas práticas há tempos praticadas por nossos profissionais ao longo de diversos projetos. Os temas deste workshop foram escolhidos cuidadosamente de forma que um complemente o outro. O workshop ocorrerá nos próximos dias 16 e 17 de Maio, no Campus 6 da Universidade Anhembi Morumbi na Vila Olímpia em São Paulo.

Domain Driven Design é um conjunto de técnicas reunidas pelo livro Domain Driven Design (Evan, Eric – Addison Wesley - 2004). Neste livro, o autor narra várias situações problemáticas e apresenta como solução as técnicas que compõe o Domain Driven Design. Kent Beck disse: “Este livro em sua essência, pertence à todo desenvolvedor de software que se preze.” .

O foco inicial é como o Domain Driven Design pode ajudar a construir sistemas mais condizentes com os valores do cliente. Focar no negócio em questão é a essência do desenvolvimento orientado a objetos. Permitir a abstração do mundo real, expressando a iteração real em objetos e operações é o que torna a orientação a objetos tão poderosa.

Há quem diga que as empresas dificultam o desenvolvimento de boa qualidade, pois pregam velocidade e baixo custo, trazendo desmotivação para os desenvolvedores. Há também as situações em que o time não está preparado para a “qualidade técnica” de alguns arquitetos, que rebuscam cada vez mais as suas soluções, forçando os meros mortais a utilizarem soluções demasiadamente complexas para atender às regras de negócio.

Eu vejo que os clientes estão certos, ao querer baixo custo, pois a maioria das empresas não tem por objetivo desenvolver software e sim obter lucro para seus acionistas. Com um custo alto isso se torna inviável. Dessa forma, cabe ao desenvolvedor achar soluções que atendam as necessidades de forma simples e objetiva, diminuindo a qualificação necessária para fazer parte da equipe e, conseqüentemente diminuindo o custo. Além disso, um software bem estruturado oferece facilidade de manutenção e melhora a comunicação com o cliente, resultando em mais qualidade em menos tempo.

Outro fator interessante é a visibilidade que seu trabalho ganha, quando o foco é o negócio. Os clientes sempre olham para o negócio, o que faz com que nem sempre vejam valor em solução técnicas muito bem elaboradas, porém sem foco e objetivo de negócio. Ao ganhar mais visualização, o cliente não se importará em pagar mais caro, ou mesmo em criar uma situação de confiança.

Uma dificuldade que os desenvolvedores encontram para realizar essa tarefa é como expressar de forma prática a solução. Em alguns casos, 80% do projeto é gasto apenas para se desenvolver documentos e planos que na grande maioria das vezes, tornam-se inúteis antes do final do projeto, ficando obsoletos diante da dinâmica de um projeto de software.

Mas nem tudo está perdido. Cada vez mais os gerentes de software estão se inclinando aos métodos ágeis de desenvolvimento como SCRUM, XP, FDD, etc. Por isso é importante que os documentos sejam práticos e condigam com os métodos aplicados. Como documentar de forma ágil? Como expressar algo tão complexo sem deixar nada passar?

O tema de modelagem ágil, mostra como podemos modelar software de forma prática e indolor. Nessa segunda parte do workshop, mostraremos como utilizar os conceitos de Domain Driven Design e expressá-los utilizando Modelagem Ágil.

Se você quer saber como desenvolver melhor em menos tempo e ainda deixar o cliente feliz com o trabalho realizado, não perca tempo, inscreva-se já, pois as vagas são limitadas.

Clique aqui para ver informações sobre o Evento!

Conflitos entre conceitos!!!

Where are we missing the way?
Em termos de desenvolvimento de software, sempre emcontramos divergências entre os paradigmas e soluções. Para resolver problemas no processo, recomendamos metodologias ágeis que, quando não bem interpretados, dão a entender que basta pegar algumas idéias e sair codificando. Para resolver problemas com o design, flexibilidade escalabilidade, sugerimos planejamento prévio e alguma documentação.

Para a equipe é importante possuir documentação, quando iniciar o desenvolvimento e, a rotatividade de profissionais em caso de projetos grandes, obriga que exista ao menos documentação técnica, definida com padrões e diretrizes a serem seguidas.

Então, como obter o melhor dos dois mundos? Como conciliar as duas abordagens?

Arquitetos de software e desenvolvedores são seres esquisitos e muito ocupados, que geralmente não tem vida social e pouquissímo senso de necessidade. Isso os leva a separar aquilo que deveria ser feito do que será feito. Frases como “Eu sei que aqui deveríamos fazer dessa forma, mas não dá tempo!” ou “Isso aqui foi feito assim, mas nós vamos refatorar isso pra que fique do jeito certo!”, nos passam a idéia de urgência. “Temos que entregar o sistema logo, senão cabeças vão rolar!”.

O que é urgente?
A palavra urgência derivada do latim urgentia, representa a qualidade do que é urgente. Algo que tem pressa, necessidade imediata. Também está relacionada com o voerbo urgir, que significa apertar, impelir, comprimir, não permitir delongas. Dessa forma, aquilo que é urgente na verdade é algo inadiável, que urge, que não admite delongas e que é necessário fazer-se rapidamente.

Imagine essa definição num contexto de desenvolvimento de softwares. Não sei para vocês, mas para mim soa como um mal cheiro no processo. Tudo aquilo que é urgente nos impele a agir de forma mecânica, sem pensar muito. Quando somos pressionados a fazer coisas às pressas, deixamos de lado boas práticas e abandonamos conceitos importantes, tudo por causa de algumas horas de impaciência de algum gerente de projeto. Isso não seria problema se fosse ocasional, mas o fato é que a maioria dos projetos sofre de urgência desde o início.

As consequências disso são catastróficas para o projeto. Código mal escrito, workarounds (pra não falar gambiarras mesmo!) e vários “Bad Smells” distribuidos pela aplicação. Porém a pior das consequências vem na parte de Design do software. O arquiteto fica sempre ocupado ajudando os desenvolvedores a resolver coisas urgentes que acaba deixando de trabalhar no design da arquitetura, seja para criar um design uniforme, ou memso para refatorar o design existente.

O que é importante?
Desenvolver software é uma arte e, como todo tipo de arte e, depende de um trabalho meticuloso para atingir um ponto satisfatório. Definir a arquitetura de um software, envolve diversas questões a serem respondidas e demandam tempo. Em geral, os arquitetos deixam de lado a simplicidade do modelo e se preocupam mais com questões de infrestrutura, segurança e afins e esquecem do design. Não digo que essas questões não sejam importantes, mas sei que o design merece uma atenção especial. Conceber um modelo de objetos para um determinado tipo de negócio é de extrema importância, e deve ser trado como tal.

Então o que há de errado com o que é importante? Nada! Porém o que é importante sempre é minimizado em prol do que é urgente. As equipes de desenvolvimento de software e arquitetura de systemas devem assumir que sempre o que é importante é prioritário, mesmo em relação ao que é urgente. Estamos falando de uma quebra radical de paradigma, que pode trazer divergências junto aos stakeholders do projeto. Sobre essa questão, sugiro a leitura do meu artigo “Uma questão de percepção” disponível no blog.fratech.net .

Away from OO
Após definir o que realmente é importante em seu projeto de software, a equipe deve preparar-se para utilização de boas práticas de desenvolvimento. O principal erro é criar modelos carregados de máquinas, de forma desordenada e nada similar à realidade.

É comum encontrarmos classes com nomes estranhos, como, PasswordValidator, PersonUnificator, UserIndentificator ou coisas desse tipo. Na verdade estamos realizando programação orientada a prestadores de serviço, sem nenhuma abstração do mundo real.

Domain Driven Design – What is this?
Anecessidade de se desenvolver um software é intimamente relacionada a solução de um problema, ou à evolução de um serviço. A orientação a objetos tem por objetivo facilitar a representação virtual do mundo real e, por isso, ao modelar um software, devemos ter em mente a realidade da situação que desejamos atender. Isso é denominado Domain Model.

Domain significa entre outras coisas “a esfera de conhecimento, inlfuencia e atividade”, por isso o domain de um negócio é a esfera de conhecimento, influência e atividades do negócio.

Domain Driven Design representa uma mudança no paradigma de desenvolvimento, rebuscando princípios da orientação a objetos, com o objetivo de melhorar a simplicidade e objetividade do sistema, facilitando a comunicação e utilização dos artefatos gerados no processo.

Orientar o desenvolvimento ao domínio do negócio nos obriga a investigar quais são os objetos que compõe o domínio do negócio. Por experiência, a melhor forma de se entender o domain de um negócio específico é conversando com os domain experts. Pessoas que conhecem profundamente as regras e detalhes sbre o negócio em questão e, não estamos falando aqui de analistas funcionais, mas sim, de pessoas que vivem o dia-a-dia da situação.

O Processo de Design
Desenhar um sistema utilizando Domain Driven Design ou qualquer outra técnica, devemos dedicar um esforço de tempo necessário. Nem pouco tempo, nem muito tempo. Normalmente se inicia o estudo sem muita idéia de qual é a real complexidade do negócio e dando menos importância aos requisitos não funcionais, como segurança e infraestrutura. Dedicar um tempo apenas para modelar os objetos de domain é fundamental para um bom design de qualquer sistema.

Mas como fazer isso quando o processo é baseado em uma metodologia ágil?

A impressão que as metodologias ágeis deixam é que não há tempo para perder com planejamento. Precisamos implementar as funcionalidades de acordo com o que o cliente pede primeiro. Em uma abordagem como essa, corremos o risco de acabar em um projeto extremamente bagunçado e sem estruturação em termos de design.

É fundamental que ao iniciar a implementação de um sistema, os desenvolvedores tenham uma referência sobre como o projeto deve se parecer. Entender o contexto da situação que envolve o sistema e, principalmente saber onde e como os metodos devem ser dispostos.

O design deve ser tratado como uma outra tarefa qualquer dentro do processo. Criar uma design macro da arquitetura e exemplificar como implementar algumas situações devem fazer parte do backlog do projeto. O modelo deve ser flexível e oferecer a possibilidade de evolução incremental, sendo incrementado sempre que uma tarefa específica exigir. Modificações mais abrangentes e de maior impacto devem ser tratadas como uma tarefa a parte e, ser acompanhado de perto pela equipe inteira.

Ao utilizar Domain Driven Design para modelar um software, estamos assumindo a premissa de que o modelo do software é um retrado apurado do negócio, portanto só deve ser alterado se o negócio como um todo sofrer alguma alteração. Nesse caso é imprescindível a participação do Product Owner e tamém dos Domain Experts, para assegurar que o novo modelo é coeso com a evolução do negócio.

The Language
Através do conceito de Ubiquitous Language (Linguagem Difundida) a utilização do Domain Driven Design também contribui para um outro aspecto do processo. A comunicação entre a equipe e o cliente. O cliente pode não saber nada sobre desenvolvimento de software e também não é obrigado a estudar um modelo incoeso, porém conhece profundamente o negócio para o qual o software está sendo desenvolvido. Quando os objetos e os nomes dos metodos são coesos com a realidade, fica fácil conversar com o cliente, auxiliando na visualização do software e, aumentando a percepção do cliente para o que está sendo feito.

Permanecer sempre alinhado ao negócio sempre é uma boa prática que traz produtividade e dinamismo ao desenvolvimento, porém é importante oferecer esforço e dedicação para que isso acontece. Na balança do que é válido, isso é sempre viável.

Abraços a todos!

Uma questão de percepção

Nesta semana, comecei a questionar a qualidade do serviço que presto a meus clientes.
A primeira coisa que me veio à cabeça foi questionar a cultura das empresas que me contratam, com o objetivo de justificar a não utilização de conceitos que julgo de extrema importância, por exemplo Scrum e XP (meus processos favoritos) ou mesmo DDD (Domain Driven Design). Cheguei a seguinte conclusão:

Gerentes de projeto muito apegados e acomodados em seus cargos tem dificuldade de inovar e permitir que seus projetos fluam por vertentes mais produtivas. A cultura tradicional embutida na forma de desenvolver software está presente na maioria das empresas. E na maioria dos casos está fora de nossas mãos resolver essa situação.

Falta na maioria das empresas a iniciativa de busca por constante atualização e incentivo ao aprimoramento de seus profissionais. O profissional de informática tem por natureza o desejo de trabalhar sempre com tecnologias novas e conceitos revolucionários. Isso gera certo desconforto para os desenvolvedores, que são “obrigados” a enfrentar dificuldades desnecessárias no dia-a-dia, fruto do uso de tecnologias defasadas ou mesmo arcaicas.

Se por um lado isso é ruim, por outro é completamente compreensível, pois imagine a si mesmo como o responsável por um sistema crítico que movimento informações vitais para o negócio em questão. A confiabilidade exigida da tecnologia a ser utilizada é de extrema importância. Outro fator a ser ponderado é o dead-line do projeto. Prazos curtos inviabilizam a adoção de novidades devido à curva de aprendizado exigida.

Vejo isso como constante causa de insatisfação no relacionamento cliente/fornecedor (contratado / contratante), pois a expectativa do cliente não foi compreendida pelo fornecedor.

Na opinião do Dr. PhD Daivd H. Maister, uma das maiores autoridades sobre administração de empresas de serviços no mundo e autor de livros como “Managing the Professional Service Firm” e “True Professionalism” diz que a satisfação de um cliente pode ser medida através do que ele chama de “A Primeira Lei do Serviço”, expressa através da seguinte fórmula: “SATISFAÇÃO = PERCEPÇÃO – EXPECTATIVA”.

Entendo dessa forma que a satisfação de nossos clientes e empregadores é resultado da percepção que conseguimos estimular menos a expectativa (pode-se entender também como objetivo) sob a qual fomos contratados.

Para desenvolver software com qualidade, é necessário entender a real necessidade e principalmente a expectativa do cliente. De nada nos adianta sermos bons no que fazemos ou mesmo empregar muito bem os novos conceitos e tecnologias se não tivermos sempre em mente o objetivo do sistema e a expectativa em torno dele. A velha premissa de que o cliente tem sempre razão continua valendo mesmo para caso onde o tradicionalismo é mais forte que a inovação.

Uma boa notícia é que dispomos das metodologias ágeis que nos oferecem uma forma mais próxima para entender o cliente e assim conseguir atingir a satisfação mais facilmente. Mas como fazer o cliente entender os benefícios de uma metodologia ágil? Aí é uma outra questão. Acredito que uma conversa focada em satisfação, com flexibilidade e mentes abertas como sugerido neste artigo possa ser de grande valia nesse sentido.

Outro ponto importantíssimo para estimular a percepção do cliente é uso de “Software Visualization”, que consiste em uma imagem geral do sistema. Como um mapa da complexidade do sistema e como ele se comporta em relação ao negócio (domain) do cliente. Podemos assim demonstrar mais facilmente como foi implementado o que o cliente pediu e também mostrar benefícios antes ocultos aos olhos do cliente, como detalhes de flexibilidade na arquitetura. Isso é estimular a percepção do cliente.

Mas e quando se trata de uma migração ou mesmo de uma pequena alteração no sistema? Bom nesse caso o conceito de Software Visualization também se aplica, mas na forma de arqueologia arquitetural, levantando toda a arquitetura do sistema antes de implementar as alterações, possibilitando a participação do cliente na tomada de decisão sobre como o serviço deverá ser realizado.

Em resumo, devemos partir sempre da premissa de que “Um bom trabalho executado, não significa um bom serviço prestado.” E nós, como fornecedores ou como clientes, como contratados ou mesmo contratantes devemos sempre lembrar dessa premissa, para que possamos executar serviços cada vez com maior qualidade, mas também poder avaliar de forma justa e eficaz os serviços que nos são prestados.

Java Brasil 2007 - O que aconteceu!

Como eu já disse no post anterior, o evento Java Brasil 2007 foi um sucesso. Todos tivemos oportunidade de aprender e evoluir, incluindo os palestrantes e organizadores.

A idéia deste post é falar mais especificamente sobre o que aconteceu nos 4 dias de evento.

1º Dia – Workshops

A idéia inicial deste dia era realizar 4 horas de workshop de Struts2 e em seqüência 6 horas de Agile Immersion. Mas após algumas conversas com os participantes, percebemos que nem todos tinham interesse em participar do workshop de struts2. O resultado foi a realização em paralelo dos dois workshops. Dessa forma, ouvindo a opinião de cada participante, pudemos aprender sobre o foco de cada um e direcionar o evento para a satisfação geral.

Os workshops aconteceram como esperado e atenderam todas as expectativas.

Struts 2

struts2 - Felipe Rodrigues e Ian Roughley no workshop sobre struts2 no Java Brasil 2007

No workshop de Struts2, que eu ministrei ao lado de Ian Roughley, começamos falando dos princípios básicos e comparações entre a versão antiga e a versão nova do framework. Ao terminar de falar sobre o básico, o participantes escreveram sua primeira aplicação do dia, uma aplicação de login que foi evoluída para um CRUD usando conceitos mais avançados.

Na seqüência introduzimos conceitos de Model Driven Development e Model Driven Actions, falando sobre best pratices e design patterns. O exercício foi a migração de nosso exemplo para Model Driven.

Neste ponto passamos a utilizar conceitos de validação por XML e posteriormente por Annotations. Terminando com um formulário complexo de edição de vários objetos ao mesmo tempo.

O ponto forte do workshop foi a interação entre os participantes e nós facilitadores. Resolução de customizações sugeridas por cada participante e auxílio na execução dos exercícios possibilitaram que todos os terminassem com um aplicação completa e funcional, incluindo aqueles que nunca haviam desenvolvido com Struts.

Agile Immersion

dinamicaJb2007 - dinamica no Agile Immersion

Com uma abordagem extremamente prática e dinâmica, Manoel Pimentel conduziu os participantes ao longo de 8 horas de workshop. Com uma seqüência de explicação e aplicação de conceitos, o workshop passou por temas como, Modelagem Ágil, M3, UML em Cores, FDD, SCRUM além de dinâmicas.

Durante o workshop os participantes foram divididos em equipes onde cada equipe tinha a responsabilidade de produzir uma revista. Podendo experimentar um processo ágil com direito a todas as best pratices possíveis.

Dentre os participantes encontramos pessoas altamente capacitadas e com boa experiência em projetos que utilizam metodologias ágeis, fato que só veio a reforçar a qualidade do workshop realizado.

Durante as pausas, entre uma atividade e outra, o comentário que se ouvia era sobre a animação do workshop.

Acredito que todos tenham aprendido muito e que a troca de experiências foi muito maior do que o esperado.

2º Dia – Início da Conferência

No segundo dia realizamos uma abertura, introduzindo todos aqueles que nos apoiaram e tornaram possível a realização do evento. Contamos com a presença de Ari Dias Neto (IBM), Manoel Pimentel (Visão Ágil), Ian Roughley (Struts2 Project Leader), Rubens (Orolix), Eduardo Guerra (Mundo Java) e Justino (Powerlogic)

Logo após a abertura começaram as palestras, todas com alto nível de qualidade. Para manter a idéia do slogan sempre real, oferecemos sempre uma opção ágil ao longo do dia.

Tivemos alguns problemas com a falta de alguns palestrantes, mas tudo foi contornado de forma sustentável. Na opinião de todos, faltou um painel com as mudanças nos horários das palestras (teremos isso no próximo com certeza).

Do início ao final do dia contamos com a presença de 113 pessoas participando do evento. Neste mesmo sábado realizamos uma descontração, com música ao vivo e um Pub no hall do evento.

Nesta hora todos tiveram oportunidade de encontrar e fazer amigos. Foi muito interessante a participação de todos os palestrantes do dia, que ao se reunirem puderam mostrar uma outra aptidão. Mas só quem participou pra saber.

O ponto forte da noite foi a trocar de conversa fiada entre participantes, organizadores e palestrantes.

3º Dia – Quase no fim

Domingo chuvoso, depois de um sábado longo, o dia começou com poucas pessoas nas salas, porém isso foi se modificando conforme o pessoal ia acordando. :-)

Como no primeiro dia, tivemos alguns palestrantes que não puderam vir, porém contamos com a ajuda de Alisson Vale, que se propôs a realizar 2 palestras no lugar de Adail Muniz que não pôde comparecer.

Neste dia também tivemos a realização de um workshop de SCRUM, ministrado pelo Rodrigo Yoshima. Dessa vez um workshop um pouco mais conceitual e específico.

O Mini curso de Design Patterns também aconteceu com participação minha e do Manoel Pimentel, onde falamos sobre modelagem ágil e simplicidade na informação a ser passada. Pedimos também para que uma pequena aplicação fosse modelada usando os conceitos de UML em cores. A separação entre as camadas de uma aplicação e no final tivemos a participação do Ian Roughley com uma boa discussão sobre arquitetura de sistemas que utilizam componentes distribuídos como EJB3.

4º Dia – Seminário Powerlogic

No quarto dia tivemos a realização do III Seminário Técnico Professional Java EE Open-Source - Etapa de Campinas, onde contamos com a presença de Paulo Alvim, Diretor de Tecnologia da Powerlogic, que foi responsável por apresentar as soluções de produtividade da powerlogic que agora estão disponíveis na região de Campinas através da Fratech. Dentre os participantes tivemos a presença da Nortel, Embrapa e TRT.

Java Brasil 2007 - Como aconteceu!

palestrantesJB2007 - Parte dos palestrantes no Java Brasil 2007

Nos dias 2, 3, 4 e 5 aconteceu um evento denominado Java Brasil 2007, que possuía o seguinte slogan: “Conferência ágil para profissionais Java”.

Imagino que ao ler esse slogan logo abaixo de um nome tão forte como Java Brasil 2007, fica a impressão de que isso é muito mais marketing do que qualquer outra coisa. Algumas pessoas poderiam criar uma certa expectativa de que seria um evento comum, como tantos outros, falando unicamente sobre java, outras poderiam pensar que o evento não tinha foco de assunto e que isso poderia trazer possíveis complicações ao evento.

A verdade sobre isso é que do ponto de vista da Fratech, um evento sobre Java não deve ser apenas um evento sobre tecnologia, mas sim um evento sobre desenvolvimento de software e dessa forma percebemos a necessidade de falar sobre desenvolvimento ágil.

O Java Brasil em 2007 começou a partir de uma idéia informal, minha e do Manoel Pimentel, sobre organização de um evento diferente no Brasil, e principalmente um evento que fosse até o publico e não ao contrário. O nome inicial seria Visão Java, pois a idéia da revista Visão Ágil era muito recente. Com o tempo a idéia foi ganhando força e devido ao foco de cada um, o evento ganhou o nome de Java Brasil, pois a imagem que tínhamos era de que seria um evento itinerante.

Mas como começar? Nunca havíamos organizado um evento e não tínhamos a mínima idéia de como fazer isso. Decidi envolver a Fratech na organização. Dessa forma o evento teria uma infraestrutura para sua organização.

Mesmo com o apoio da Fratech, tivemos várias “surpresas” ao longo da nossa jornada. Dificuldades e falta de tempo prejudicaram e muito o marketing inicial do evento. Problemas de infraestrutura nos servidores de nosso antigo provedor também impediram um pouco o apoio do evento. Também tivemos boas surpresas, como o interesse de várias empresas na iniciativa e a efetivação de algumas parcerias.

O ponto mais fácil foi conseguir palestrantes. Como vocês já devem saber, a comunidade Java no Brasil é extremamente unida e disposta a ajudar. Conseguimos alguns dos melhores profissionais do Brasil para falar de assuntos de seus respectivos domínios. Referências nacionais e internacionais sobre assuntos já comuns, fato que aumenta o mérito profissional.

Após 5 meses entre a idéia inicial e o acontecimento do evento, o resultado que conseguímos foi um evento de alta qualidade técnica, com uma organização extremamente flexível e com habilidade para as mais diversas situações ocorridas. Isso permitiu a realização de um evento orientado ao público, possibilitando um feedback imediato de boa parte dos congressistas e palestrantes. O feedback se resumia nas seguintes palavras: “Valeu muito a pena!”. Além de algumas ressalvas.

No evento a Fratech anunciou oficialmente sua parceria com a Powerlogic, tanto para a representação de seus produtos e serviços na região de Campinas, quanto uma parceria para a realização de uma série de eventos Java Brasil em 2008, num número aproximado de 16 eventos nas principais capitais.

Meu sentimento pessoal é de que o evento foi abrilhantado pela qualidade do público presente e pela participação efetiva deste público.

Desta forma agradeço muito a participação de todos espero poder contar com todos para os próximos eventos.

First Post

Como um primeiro post resolvi explicar um pouco o objetivo de se criar um blog como este e quais são as expectativas do blog.

Hoje em dia, é muito fácil criar um blog. Qualquer um pode escrever sobre qualquer assunto e isso fica disponível na web sem nenhum filtro para impedir as asneiras que vemos por aí. Há muitos blogs de qualidade, alguns bem visitados, outros nem tanto.

A verdade é que fica cada vez mais difícil filtrar esse tipo de informação e isso revela o outro lado da moeda. Quem tem o propósito de um blog sério e interessante, enfrenta a dificuldade de trazer publico ao mesmo.

Diante disso a Fratech decidiu manter um blog com post de vários autores, como eu, Manoel Pimentel, Ian Roughley e mais alguns outros que estamos negociando.

A idéia é oferece rum blog com posts de qualidade e permitir que a comunidade usufrua destes posts em um único lugar. Os autores em sua maioria já possuem blog, porém imagine você procurando os blogs de cada um deles. Fácil de achar, mas muito mais fácil se tudo estiver centralizado.

Assim, nasce o blog da Fratech, que também pode ser acessado pela url www.visaojava.com

Espero que todos gostem da iniciativa e participem, pois este prometer ser um blog de novidades e tendências.

fratech - fratech

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